Sem putaria explícita.

Posts Tagged: shadowrun

Honduras Aprova a Privatização de Cidades

Eu costumo achar as “previsões” do futuro feitas pelo cenário do Shadowrun um tanto ridículas, o que é perfeitamente aceitável dado que o cenário não é sério. Isso torna ainda mais espantoso o fato de algumas delas estarem se tornando realidade!

Text

Volta e meia eu digo que estamos vivendo agora, neste instante, o futuro cyberpunk que era tão falado lá nos anos 80 e 90. Claro que não está acontecendo exatamente da maneira descrita em Neuromancer e afins, mas que é real, é mesmo.

Quer um exemplo? Um dos eventos históricos fictícios descritos no Shadowrun é uma decisão do governo dos EUA de conceder extra-territorialidade a grandes empresas, tornando-as basicamente imunes a perseguição legal não importa quantas barbaridades elas cometam. Algo absurdo, com certeza… ou será mesmo?

Pois eis que um documento com parte do infame acordo da Trans Pacific Partnership foi vazado, e ele contém provisões bem parecidas em espírito com aquele lance da extra-territorialidade. O documento diz que empresas estrangeiras operando em solo americano, e cujas leis de seu país de origem contradigam as americanas, tem o direito a apelar a um “tribunal internacional” para forçar os EUA a permitirem que elas operem de acordo com suas leis “nativas”, efetivamente invalidando as leis americanas. O tal tribunal seria formado por juristas cujos papéis se alternam entre juízes e advogados das empresas - ou seja, o negócio já é fundado no conflito de interesse. 

Mas isso tudo é nos EUA, certo? Por que você que não mora lá deveria se preocupar? Porque não é só nos EUA! O link acima, do Huffington Post, se concentra nos efeitos que isso teria por lá, mas o TPP é um acordo internacional, e eu aposto que as tais empresas vão fazer pressão para que todos os países signatários façam o mesmo. E depois vão fazer pressão para que países não signatários façam o mesmo, pois “se os EUA fazem deve ser bom”. E todas elas vão mudar de sede para um país estrangeiro com leis ambientais e trabalhistas bastante relaxadas. Pronto, grandes empresas multinacionais ignorando as leis dos países onde operam e fazendo o que bem entendem.

Vale notar que essa proposta de lei é uma explícita violação de praticamente todas as promessas de campanha do Obama. É tudo coisa que ele disse que não ia deixar acontecer. Todo mundo botava tanta fé no sujeito, mas com essas e outras que a administração dele anda aprontando, já não sei mais se ele é melhor do que o Bush foi. 

womenfighters:

A modern swordswoman, I like the painterly style to this one.
It’s from an Italian cyberpunk RPG, I think, but can’t find the artist.
Actually on the ball w/ queuing these up this morning, my brain was failing yesterday and I imagedumped everything all at once, sorry about that.

womenfighters:

A modern swordswoman, I like the painterly style to this one.

It’s from an Italian cyberpunk RPG, I think, but can’t find the artist.

Actually on the ball w/ queuing these up this morning, my brain was failing yesterday and I imagedumped everything all at once, sorry about that.

Source:

Duelo!

Duelo!

Eu tenho muita vontade de voltar a jogar Shadowrun. Mas o meu Shadowrun, não aquele que está nos livros.

Eu tenho muita vontade de voltar a jogar Shadowrun. Mas o meu Shadowrun, não aquele que está nos livros.

Text

Faz um tempo já que eu quero mestrar uma campanha cyberpunk que tenha como principal tema a batalha entre os proponentes da cultura livre e os maximalistas do direito autoral (copyright). Uma das coisas que eu notei sobre isso é que quase nenhum cenário estabelecido fala sobre o assunto, e os que falam tomam partido dos maximalistas. Isso é algo muito estranho de se ver em um gênero que diz tratar da luta contra a opressão corporativa! Que porra é essa, Bátemã?

Bom, o motivo mais óbvio para isso é que muitos desses jogos foram inicialmente publicados antes que o assunto começasse a chamar a atenção. No início dos anos 90, ninguém imaginava que seria possível baixar músicas gratuitamente pela Internet até o final da década. Então, os cenários da época estavam cheios de implantes cibernéticos e computadores avançados, mas ainda supunham que o único jeito de adquirir informação era comprar o CD na loja, ou o livro (de papel!) na livraria.

Tirando esses jogos mais antigos, os que me chamam a atenção atualmente são o Shadowrun 4 e o GURPS Transhuman Space.

Em Shadowrun, os personagens normalmente são criminosos profissionais extremamente competentes, e os hackers, especialmente, são ditos capazes de invadir servidores ultra-seguros regularmente. Mas mesmo com tudo isso, ainda se espera que eles paguem dinheiro por seus programas de computador! Software livre? O que é isso? No máximo, é possível piratear programas proprietários, mas as regras para isso só aparecem em um suplemento, e dão mais trabalho do que a invasão em si. Escrever os seus próprios programas é mais difícil ainda, e leva mais tempo do que duraram a maioria das campanhas das quais eu participei.

Aqui, eu imagino que a razão para isso tudo seja apenas apego ao modelo tradicional de RPG, onde equipamento custa dinheiro e ponto. Programas são equipamento, logo eles devem custar dinheiro. Se o jogador não quiser pagar, em nome do equilíbrio ele deve usar regras que dêem trabalho equivalente ao dinheiro que ele teria gasto. Teria sido muito mais fácil criar um sistema básico de regras que não dependesse de programas pagos…

Já o Transhuman Space não é exatamente um RPG cyberpunk, mas é notável pelo ataque de esquizofrenia que sofre quando o assunto é direito autoral. No geral, ele se propõe a ser otimista, e a apresentar todos as facções e demais aspectos do cenário de forma neutra e imparcial, de forma que cada grupo possa decidir como vai ser sua campanha. Quando o assunto é direito autoral, a neutralidade vai para o espaço. O livro pinta um quadro mais horrível e reacionário do que o sonhado pelos cenários cyperpunks mais pessimistas, e diz que aquele é o melhor dos mundos. Segundo ele, “toda a economia” é baseada em informação (nada de errado até aí), mas como é possível copiar informação infinitamente a custo zero, ela deve ser mantida artificialmente escassa ou TODA A ECONOMIA MUNDIAL VAI CAIR!!!!!! Em Transhuman Space, infringir direito autoral é um crime pior que tráfico internacional de drogas, e a punição é cadeia e lavagem cerebral. As drogas em si, ironicamente, foram legalizadas… Então atravessar fronteiras levando drogas é apenas questão de pagar imposto, mas se você gravou o último capítulo da novela das 8 no seu HD sem pagar, já era.

Obviamente há gente que discorda disso no cenário… mas esse pessoal todo faz parte da TSA (Transpacitic Socialist Alliance), que é quase universalmente retratada como um análogo direto do bloco comunista da Guerra Fria. Praticamente todas as nações membro são ditaduras repressivas, e eles são sempre retratados como antagonistas, mandando espiões a todo lugar para roubar a preciosa “propriedade intelectual” das nações e empresas “corretas”, que graças a seu regime fechado de copyright, conseguiram inovar bem mais.

Enquanto isso, no mundo real, inúmeros estudos científicos independentes comprovam que direito autoral e patentes são na verdade entraves à inovação, o que faz sentido, já que eles são uma forma de monopólio. A ausência dessas coisas não impede que os “criadores” ganhem dinheiro, e sua presença só beneficia mesmo os advogados envolvidos nos processos por infringimento e os proto-fascistas que as usam como desculpa para instaurar ditaduras repressivas disfarçadas de democracia… Ou seja, exatamente o oposto do que o THS diz.

Por que o cenário fala isso? Aqui eu creio que o motivo vai bem além do simples equilíbrio de jogo. Parece ser ideológico mesmo! Transhuman Space foi lançado em 2000, logo após o Napster deixar a indústria da gravação em pânico. Se a indústria da gravação é tradicionalista e tecnófoba, a indústria da publicação é pior ainda! Até hoje, vários autores (e não apenas editoras) consideram que qualquer concessão à cultura livre significaria o fim do seu ganha-pão para sempre. Eu imagino que a bizarra posição do THS quanto ao direito autoral seja uma reação de pânico por parte dos autores ou da SJG, que (mais ironia) pouco anos depois mudaria de idéia e abriria uma loja de PDFs sem DRM algum.

Shadowrun Tailândia!
i-am-blue:

I love this illustration. At first your eye is drawn to the girl on the cell phone. She’s the brightest object and she’s front and center. But then your eyes wonders around the busy scene and you see the tall …thing… to the left in the black coat and hat with the glowing red eyes. He’s a surprise. It’s a city scene with something that is defiantly not human and yet doesn’t seem to be drawing a lot of attention. Then you look down to the rearview mirror and see another person wearing a coat and hat in the car. You have to wonder; what are they doing? Are they after the girl in orange or is she not important to the story? Perhaps it’s the long haired girl in the white shirt and glasses just behind her? What is going on?
image credit to asuka111

Shadowrun Tailândia!

i-am-blue:

I love this illustration. At first your eye is drawn to the girl on the cell phone. She’s the brightest object and she’s front and center. But then your eyes wonders around the busy scene and you see the tall …thing… to the left in the black coat and hat with the glowing red eyes. He’s a surprise. It’s a city scene with something that is defiantly not human and yet doesn’t seem to be drawing a lot of attention. Then you look down to the rearview mirror and see another person wearing a coat and hat in the car. You have to wonder; what are they doing? Are they after the girl in orange or is she not important to the story? Perhaps it’s the long haired girl in the white shirt and glasses just behind her? What is going on?


image credit to asuka111

(via )

Source: asuka111.deviantart.com

As Quatro Estações de Seattle

Da próxima vez que você for mestrar Shadowrun ou outro jogo que se passe em Seattle, lembre-se deste quadrinho na hora de descrever as cenas.

Esse sujeito aí me lembra um dos personagens to meu jogo de GURPS Shadowrun por fórum, o Brother Bone. A diferença é que o Bone é mais gordo.

Esse sujeito aí me lembra um dos personagens to meu jogo de GURPS Shadowrun por fórum, o Brother Bone. A diferença é que o Bone é mais gordo.

(via red-she-said)

Source: ghostco.org



Rach via Bobby Pontillas

Rach via Bobby Pontillas

Source: palasaca

Text

Até a um tempo atrás, eu era um comprador bem assíduo dos suplementos de Shadowrun 4, mesmo tendo migrado para GURPS no sistema de regras. Parei de ser tão assíduo assim depois de ter me decepcionado com o War!, e comecei a ser mais cuidadoso, examinando melhor os livros antes de resolver gastar dinheiro neles.

Foi o que eu fiz com o Attitude, o mais novo “grande suplemento” lançado pela Catalyst Game Labs (que antes havia lançado uma série de “pequenos suplementos” exclusivos para PDF, que eu pulei). Como até os mais rabugentos membros do Dumpshock estavam impressionados com a qualidade dele, eu comprei, e não fiquei desapontado.

Este é o suplemento sobre “vida cotidiana” no Sexto Mundo, contendo várias histórias e textos que mostram como as pessoas que moram lá vivem, e exatamente o que significa ser um shadowrunner, tudo apresentado do ponto de vista dos próprios personagens, e não do mestre ou dos jogadores. Ainda não terminei de ler, mas o que eu vi até agora é muito interessante, especialmente por ser independente de sistema. É uma grande ajuda para quem quiser “mergulhar” no cenário.

ilikeartalot:

by iumazark

Mais uma para a minha coleção de ambientes urbanos decadentes.

ilikeartalot:

by iumazark

Mais uma para a minha coleção de ambientes urbanos decadentes.

(via ilikeartalot2-deactivated201207)

Source: itstime2smile

Text

Umas noites atrás eu sonhei que estava passeando por uma imensa livraria especializada em RPG, cujas prateleiras estavam repletas de jogos estranhos, maravilhosos e completamente obscuros. Caixas imensas com ilustrações gloriosas que custavam fortunas, livros há muito fora de circulação em perfeito estado, e por aí vai.

E eu sonhei que saí de lá com os braços carregados de antigüidades preciosas, dentre as quais eu particularmente me orgulhava de um suplemento da primeira edição de Shadowrun, da época em que o ano 2000 ainda era “o futuro”, todo escrito no estilo distinto da época, com uma história que fazia o mundo tornar-se vivo de uma maneira bem nostálgica. O RPG da minha juventude, por assim dizer. Tudo balela, é claro. Todos aqueles títulos existiam apenas na minha mente, e nenhum deles jamais foi materializado.

Mas, quando eu vi que a Catalyst Game Labs colocou um PDF da Primeira Edição de Shadowrun à venda, eu me lembrei daquele sonho.