Tema de Exalted! Essa é a música usada no vídeo do Kickstarter da White Wolf, e um dos objetivos extras (já alcançado) é uma trilha sonora completa.
Tema de Exalted! Essa é a música usada no vídeo do Kickstarter da White Wolf, e um dos objetivos extras (já alcançado) é uma trilha sonora completa.
Este vídeo é uma das muitas provas de que as artes marciais floresciam na Europa na mesma medida que suas primas orientais.
É interessante o fato de que não parece haver meio-termo quando o assunto é jogar RPG tradicional online. Quando eu proponho jogar por videoconferência (Google Plus Hangouts ou Skype), recebo comentários de que isso é “muito high-tech”, e acabo passando os primeiros 30-60 minutos da sessão ajudando o pessoal a se configurar.
Quando tento por IRC, recebo comentários de que isso é “nostálgico” e “uau, IRC ainda existe?”. Quem já não tem cliente IRC acaba gastando os mesmos 30-60 minutos para achar um e se conectar.
Até agora, entretanto, o IRC está ganhando - depois da primeira sessão, tudo prossegue sem problemas, já que os clientes estão lá funcionando bem. Com a videoconferência, é grande a chance de alguma webcam ou algum microfone que estava funcionando antes de repente morrer de novo. Aliás, um detalhe engraçado: todos os problemas de hardware encontrados até agora na minha experiência sempre foram em máquinas Windows. Meu bravo Ubuntu aqui sempre funcionou muito bem!
Nesses últimos meses, tenho vivido como um eremita aqui em casa, praticamente sem contato social algum fora da família. Para melhorar essa situação, estou tentando mestrar RPG via Google Plus.
Da primeira vez que tentei, o jogo foi Leverage, mas isso aparentemente não era bem o que os jogadores queriam, e eles não tiveram coragem de me falar isso. Como resultado, a sessão não foi muito boa, ficou faltando algo.
Desta vez, resolvi fazer vários experimentos separados, a princípio one-shots. Depois de uma pequena pesquisa de opinião entre as pessoas que queriam jogar, minha primeira tentativa vai ser uma aventura de AD&D usando o sistema de GURPS Dungeon Fantasy.
A próxima provavelmente vai ser o D&D da Rules Cyclopedia, e depois disso talvez Dark Heresy ou mais GURPS. Marco pelo Google Plus, quem quiser aparecer aparece, no mínimo dois jogadores para a coisa dar certo.
Então, misteriosamente pararam de me contatar para marcar aqueles jogos de Dark Sun. Por que será?
Enquanto espero alguma resposta daquelas bandas, estou participando de um jogo muito divertido de GURPS Avatar (A Lenda de Aang, não Dança com Smurfs) com personagens de 30 (!) pontos. Também joguei uma sessão rápida de D&D 4 aqui em casa, como “participação especial”, e fui convidado a entrar no jogo.
E além disso, estou maquinando mestrar alguma coisa via Google Plus. Lá eu estou querendo usar sistemas que não exigem mapas, e portanto vou ver se consigo mestrar Leverage e Eclipse Phase.
Faz um tempo já que eu quero mestrar uma campanha cyberpunk que tenha como principal tema a batalha entre os proponentes da cultura livre e os maximalistas do direito autoral (copyright). Uma das coisas que eu notei sobre isso é que quase nenhum cenário estabelecido fala sobre o assunto, e os que falam tomam partido dos maximalistas. Isso é algo muito estranho de se ver em um gênero que diz tratar da luta contra a opressão corporativa! Que porra é essa, Bátemã?
Bom, o motivo mais óbvio para isso é que muitos desses jogos foram inicialmente publicados antes que o assunto começasse a chamar a atenção. No início dos anos 90, ninguém imaginava que seria possível baixar músicas gratuitamente pela Internet até o final da década. Então, os cenários da época estavam cheios de implantes cibernéticos e computadores avançados, mas ainda supunham que o único jeito de adquirir informação era comprar o CD na loja, ou o livro (de papel!) na livraria.
Tirando esses jogos mais antigos, os que me chamam a atenção atualmente são o Shadowrun 4 e o GURPS Transhuman Space.
Em Shadowrun, os personagens normalmente são criminosos profissionais extremamente competentes, e os hackers, especialmente, são ditos capazes de invadir servidores ultra-seguros regularmente. Mas mesmo com tudo isso, ainda se espera que eles paguem dinheiro por seus programas de computador! Software livre? O que é isso? No máximo, é possível piratear programas proprietários, mas as regras para isso só aparecem em um suplemento, e dão mais trabalho do que a invasão em si. Escrever os seus próprios programas é mais difícil ainda, e leva mais tempo do que duraram a maioria das campanhas das quais eu participei.
Aqui, eu imagino que a razão para isso tudo seja apenas apego ao modelo tradicional de RPG, onde equipamento custa dinheiro e ponto. Programas são equipamento, logo eles devem custar dinheiro. Se o jogador não quiser pagar, em nome do equilíbrio ele deve usar regras que dêem trabalho equivalente ao dinheiro que ele teria gasto. Teria sido muito mais fácil criar um sistema básico de regras que não dependesse de programas pagos…
Já o Transhuman Space não é exatamente um RPG cyberpunk, mas é notável pelo ataque de esquizofrenia que sofre quando o assunto é direito autoral. No geral, ele se propõe a ser otimista, e a apresentar todos as facções e demais aspectos do cenário de forma neutra e imparcial, de forma que cada grupo possa decidir como vai ser sua campanha. Quando o assunto é direito autoral, a neutralidade vai para o espaço. O livro pinta um quadro mais horrível e reacionário do que o sonhado pelos cenários cyperpunks mais pessimistas, e diz que aquele é o melhor dos mundos. Segundo ele, “toda a economia” é baseada em informação (nada de errado até aí), mas como é possível copiar informação infinitamente a custo zero, ela deve ser mantida artificialmente escassa ou TODA A ECONOMIA MUNDIAL VAI CAIR!!!!!! Em Transhuman Space, infringir direito autoral é um crime pior que tráfico internacional de drogas, e a punição é cadeia e lavagem cerebral. As drogas em si, ironicamente, foram legalizadas… Então atravessar fronteiras levando drogas é apenas questão de pagar imposto, mas se você gravou o último capítulo da novela das 8 no seu HD sem pagar, já era.
Obviamente há gente que discorda disso no cenário… mas esse pessoal todo faz parte da TSA (Transpacitic Socialist Alliance), que é quase universalmente retratada como um análogo direto do bloco comunista da Guerra Fria. Praticamente todas as nações membro são ditaduras repressivas, e eles são sempre retratados como antagonistas, mandando espiões a todo lugar para roubar a preciosa “propriedade intelectual” das nações e empresas “corretas”, que graças a seu regime fechado de copyright, conseguiram inovar bem mais.
Enquanto isso, no mundo real, inúmeros estudos científicos independentes comprovam que direito autoral e patentes são na verdade entraves à inovação, o que faz sentido, já que eles são uma forma de monopólio. A ausência dessas coisas não impede que os “criadores” ganhem dinheiro, e sua presença só beneficia mesmo os advogados envolvidos nos processos por infringimento e os proto-fascistas que as usam como desculpa para instaurar ditaduras repressivas disfarçadas de democracia… Ou seja, exatamente o oposto do que o THS diz.
Por que o cenário fala isso? Aqui eu creio que o motivo vai bem além do simples equilíbrio de jogo. Parece ser ideológico mesmo! Transhuman Space foi lançado em 2000, logo após o Napster deixar a indústria da gravação em pânico. Se a indústria da gravação é tradicionalista e tecnófoba, a indústria da publicação é pior ainda! Até hoje, vários autores (e não apenas editoras) consideram que qualquer concessão à cultura livre significaria o fim do seu ganha-pão para sempre. Eu imagino que a bizarra posição do THS quanto ao direito autoral seja uma reação de pânico por parte dos autores ou da SJG, que (mais ironia) pouco anos depois mudaria de idéia e abriria uma loja de PDFs sem DRM algum.
… devia clicar no link acima imediatamente para ver a prova do contrário. A SJG publicou 881 páginas de material novo só esse ano.