Sem putaria explícita.

Posts Tagged: cultura livre

It Is Time To Stop Pretending To Endorse The Copyright Monopoly

Sim, é hora.

Hollanda, a Sogra da Cultura do PT

Horrível Abuso de Justiça e Censura nos EUA

Hoje em dia eu tento ser diplomático, e não sair por aí gritando “censura”, “ditadura”, e outras palavras fortes por qualquer coisa. Mas olhando histórias como essa barbaridade aí do link, e o entusiasmo com o qual certos políticos e executivos americanos em fazer com que o povo engula a SOPA e empine a PIPA… Bem, fica difícil não dizer que os EUA estão em risco de caminhar para uma daquelas ditaduras bem censurentas. 

When Innovation Meets the Old Guard (Techdirt)

Não tenho muito a adicionar, concordo em gênero, número e grau com a opinião do cara. É absurdo um professor reclamar de algo como a Khan Academy porque deixa os alunos “avançados demais”.

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Faz um tempo já que eu quero mestrar uma campanha cyberpunk que tenha como principal tema a batalha entre os proponentes da cultura livre e os maximalistas do direito autoral (copyright). Uma das coisas que eu notei sobre isso é que quase nenhum cenário estabelecido fala sobre o assunto, e os que falam tomam partido dos maximalistas. Isso é algo muito estranho de se ver em um gênero que diz tratar da luta contra a opressão corporativa! Que porra é essa, Bátemã?

Bom, o motivo mais óbvio para isso é que muitos desses jogos foram inicialmente publicados antes que o assunto começasse a chamar a atenção. No início dos anos 90, ninguém imaginava que seria possível baixar músicas gratuitamente pela Internet até o final da década. Então, os cenários da época estavam cheios de implantes cibernéticos e computadores avançados, mas ainda supunham que o único jeito de adquirir informação era comprar o CD na loja, ou o livro (de papel!) na livraria.

Tirando esses jogos mais antigos, os que me chamam a atenção atualmente são o Shadowrun 4 e o GURPS Transhuman Space.

Em Shadowrun, os personagens normalmente são criminosos profissionais extremamente competentes, e os hackers, especialmente, são ditos capazes de invadir servidores ultra-seguros regularmente. Mas mesmo com tudo isso, ainda se espera que eles paguem dinheiro por seus programas de computador! Software livre? O que é isso? No máximo, é possível piratear programas proprietários, mas as regras para isso só aparecem em um suplemento, e dão mais trabalho do que a invasão em si. Escrever os seus próprios programas é mais difícil ainda, e leva mais tempo do que duraram a maioria das campanhas das quais eu participei.

Aqui, eu imagino que a razão para isso tudo seja apenas apego ao modelo tradicional de RPG, onde equipamento custa dinheiro e ponto. Programas são equipamento, logo eles devem custar dinheiro. Se o jogador não quiser pagar, em nome do equilíbrio ele deve usar regras que dêem trabalho equivalente ao dinheiro que ele teria gasto. Teria sido muito mais fácil criar um sistema básico de regras que não dependesse de programas pagos…

Já o Transhuman Space não é exatamente um RPG cyberpunk, mas é notável pelo ataque de esquizofrenia que sofre quando o assunto é direito autoral. No geral, ele se propõe a ser otimista, e a apresentar todos as facções e demais aspectos do cenário de forma neutra e imparcial, de forma que cada grupo possa decidir como vai ser sua campanha. Quando o assunto é direito autoral, a neutralidade vai para o espaço. O livro pinta um quadro mais horrível e reacionário do que o sonhado pelos cenários cyperpunks mais pessimistas, e diz que aquele é o melhor dos mundos. Segundo ele, “toda a economia” é baseada em informação (nada de errado até aí), mas como é possível copiar informação infinitamente a custo zero, ela deve ser mantida artificialmente escassa ou TODA A ECONOMIA MUNDIAL VAI CAIR!!!!!! Em Transhuman Space, infringir direito autoral é um crime pior que tráfico internacional de drogas, e a punição é cadeia e lavagem cerebral. As drogas em si, ironicamente, foram legalizadas… Então atravessar fronteiras levando drogas é apenas questão de pagar imposto, mas se você gravou o último capítulo da novela das 8 no seu HD sem pagar, já era.

Obviamente há gente que discorda disso no cenário… mas esse pessoal todo faz parte da TSA (Transpacitic Socialist Alliance), que é quase universalmente retratada como um análogo direto do bloco comunista da Guerra Fria. Praticamente todas as nações membro são ditaduras repressivas, e eles são sempre retratados como antagonistas, mandando espiões a todo lugar para roubar a preciosa “propriedade intelectual” das nações e empresas “corretas”, que graças a seu regime fechado de copyright, conseguiram inovar bem mais.

Enquanto isso, no mundo real, inúmeros estudos científicos independentes comprovam que direito autoral e patentes são na verdade entraves à inovação, o que faz sentido, já que eles são uma forma de monopólio. A ausência dessas coisas não impede que os “criadores” ganhem dinheiro, e sua presença só beneficia mesmo os advogados envolvidos nos processos por infringimento e os proto-fascistas que as usam como desculpa para instaurar ditaduras repressivas disfarçadas de democracia… Ou seja, exatamente o oposto do que o THS diz.

Por que o cenário fala isso? Aqui eu creio que o motivo vai bem além do simples equilíbrio de jogo. Parece ser ideológico mesmo! Transhuman Space foi lançado em 2000, logo após o Napster deixar a indústria da gravação em pânico. Se a indústria da gravação é tradicionalista e tecnófoba, a indústria da publicação é pior ainda! Até hoje, vários autores (e não apenas editoras) consideram que qualquer concessão à cultura livre significaria o fim do seu ganha-pão para sempre. Eu imagino que a bizarra posição do THS quanto ao direito autoral seja uma reação de pânico por parte dos autores ou da SJG, que (mais ironia) pouco anos depois mudaria de idéia e abriria uma loja de PDFs sem DRM algum.

A Cultura Livre Deve Seguir Os Mesmos Princípios do Software Livre

Depois de ler esse artigo, eu sou oficialmente o fã número um da Nina Paley. Ela me animou bastante depois do desapontamento que eu tive com o Andrew Hussie e a Kate Beaton.

Dez Mitos Sobre Patentes

Compartilhe, é Legal!

Mais um exemplo do direito autoral atrapalhando a arte.

por Nina Paley, a mesma autora daquelas tirinhas da Mimi & Eunice que eu posto aqui de vez em quando.

So Much Potential!

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Democratizar a cultura não é de nosso interesse, diz vice-presidente da MPAA

Pronto, taí, eles disseram na cara dura.

Mimi & Eunice: Incentivized Creation

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Ana de Hollanda Defende o Uso do Facebook e Comete Gafe

Talvez seja hora de eu revisar a minha opinião sobre a ministra Ana de Hollanda. Afinal, como diz o ditado, não se deve atribuir à malícia aquilo que pode ser explicado pela incompetência.

Mais Poesia, Menos Dinheiro

Depois da confusão causada pela falta de vergonha da Maria Bethânia, o Paulo Rená mostra o jeito certo de se fazer um projeto de poesia na Internet.