I know it hurts. Try not to think.
Computaria Explícita
June 25, 2009
"The Scorpion King - Rise of the Warrior"

Logo depois de adquirir um daqueles aparelhos da Net que grava os programas, peguei a mania de gravar qualquer coisa que me atraísse o interesse mesmo que um pouco. Logo, o HD do coitado estava 90% cheio, então eu resolvi assistir a algumas dessas coisas.

Uma dessas era um filme em alta definição do Escorpião-Rei, um “prequel” do primeiro. Ontem à noite, umas duas semanas depois de ter gravado, eu assisti.

Quem é o tal do Escorpião-Rei? Ele começou como um monstro interpretado em parte pelo “The Rock” (a outra parte era computação gráfica) nos últimos cinco minutos de “A Múmia 2”. Dizia a lenda que ele era um rei antigo que havia feito um acordo com Anúbis e dado sua alma em troca. Alguns anos depois, resolveram fazer um filme sobre como o sujeito havia se tornado rei, desta vez com ele inteiramente interpretado pelo The Rock.

Bom, eu não tenho vergonha de dizer que gostei do “Escorpião Rei” original. Era um pseudoconan mesopotâmico, com umas cenas de ação interessantes e uma história esquecível, mas que não se levava nem um pouco a sério. Era engraçado de assitir, e melhor que o enésimo filme de ação das Forças Especiais Americanas Contra Um Terrorista Genérico. Se esse filme novo fosse no mínimo igual ao original, seria divertido de assistir.

Mas não era.

Acho que o que me incomodou mais foi o fato de que o ator principal sequer lembrava o “The Rock”, tanto em aparência quanto em habilidade de interpretação. Pode falar o que quiser do pedregulho, mas cara de mau ele sabe fazer. O tal do Michael Copon parecia pertencer mais às praias da Califórnia do que aos desertos da Mesopotâmia.

O roteiro é ainda mais esquecível que o do filme original. É a história de um Jovem Guerreiro Impetuoso embarcando em uma Jornada Fantástica em busca de Vingança Pela Morte do Pai, com uma pitada de Mulher Guerreira Ineficaz, um punhado de Malandro Com Sotaque Britânico Que Trai o Herói Mas Depois Se Arrepende, e um toque de Chinês Aleatório só para dar aquele sabor exótico. Apesar de ser um “prequel”, segue religiosamente os mandamentos de Holywood que dizem que cada filme em uma seqüência deve ser maior e mais pretensioso que os anteriores. Como o anterior era sobre a luta contra um rei que era muito bom espadachim, este é sobre a luta contra um rei que é feiticeiro, e só pode ser ferido por uma espada mágica, que está guardada por uma deusa das trevas no Inferno.

Quanto aos efeitos especiais… bom, algumas das cenas do inferno são boas, mas fica óbvio que boa parte do orçamento dos efeitos visuais ficou por lá. A coreografia das lutas, que é o mais importante num filme desses é um tanto medíocre - a seqüência final da Mulher Guerreira Ineficaz e do Chinês Aleatório é duas vezes melhor que a luta final do Herói contra o Feiticeiro.

Resumo: Se você vir isso aqui na sua locadora ou grade de programação, passe longe. Se o seu objetivo é ver guerreiros bárbaros arrebentando cabeças, assista o Escorpião Rei original, ou melhor ainda, os filmes do Conan.