I know it hurts. Try not to think.
Computaria Explícita
June 20, 2009
RPG no Domingo

Nesta semana passada não houve jogo de D&D, porque dois dos jogadores estavam em São Paulo, e outros dois haviam sumido completamente do mapa no dia anterior. Então, eu resolvi aproveitar a ocasião para “limpar o paladar”, e mestrar algo diferente. Como eu não queria passar a tarde montando personagens, e fazia alguns dias que estava procurando um motivo para comprar uma coleção de personagens de WoD prontos da DRTPG, resolvi mestrar Chicago Workings, uma aventura para mortais que eu havia comprado também da DTRPG há um certo tempo atrás.

Enquanto nós devorávamos o costumeiro lanche de domingo, eu imprimia os personagens e lia aventura novamente. Até aquele ponto, além de mim haviam três jogadores presentes - Paolla, Rogério e Kid. Logo após o lanche, porém, chegaram os dois desaparecidos (Obi e Pri), explicando que a bateria de ambos os seus celulares haviam acabado e eles não tiveram chance de ligar. Isso quer dizer que até seria possível jogar D&D, mas a essa altura eu já estava empolgado com mestrar WoD. Como havia cinco personagens prontos naquele pacote, seguimos adiante.

Não vou entediá-los com um relatório detalhado da sessão, mas posso dizer que as coisas correram surpreendentemente rápido, especialmente para quem está acostumado a mestrar D&D 4 para um grupo de sete jogadores. Essa aventura one-shot realmente foi one-shot, e mesmo o combate grande no final demorou menos de meia hora para acabar. Eu achei isso o máximo.

A maior parte das quatro horas de jogo foi ocupada com investigação, exposição e ações não-violentas. Pela primeira vez desde que eu comecei a jogar com este grupo, eu pude fazer um discurso expositório sério onde todo mundo prestou atenção e ninguém interrompeu com piadinhas, ou riu do que estava acontecendo. Também achei isso o máximo.

Houveram algums problemas, lógico, e se eu voltar a mestrar algo parecido vou cuidar para que eles não se repitam. O Obi aparentemente não gosta de WoD, e se recusou a explicar os motivos. Achei que fosse por causa dos vampiros e coisas afins, mas não houve nenhum sequer aqui. Talvez parte da causa tenha sido uma tendência geral do grupo a tratar os computadores e a Internet como uma espécie de oráculo onisciente, algo que eu acabei deixando acontecer porque queria que aventura prosseguisse mais rápido. Isso não foi muito legal para a pessoa que jogava com o personagem computeiro, já que a maioria dos testes que ele fazia era para responder alguma pergunta do grupo. Até mesmo o personagem com Academics 4 (especializado em pesquisa) e Occult 4 tinha como primeira reação ante algum fenômeno sobrenatural virar para o pobre hacker e pedir para ele pesquisar alguma resposta na Internet.

Os problemas não foram grandes, no final de contas. As reações dos jogadores foram positivas, em sua maior parte, e eu pessoalmente me diverti bastante. Gostaria de fazer algo assim de novo no futuro, talvez com outro sistema.